Vendas no comércio têm 9ª alta seguida em 2025, mas desaceleração preocupa investidores

15 de fevereiro de 2026
Por Time InvestindoAI

Vendas no comércio têm 9ª alta seguida em 2025, mas desaceleração preocupa investidores O que está por trás da nona alta anual consecutiva do varejo brasileiro? Em fevereiro de 2026, o mercado...

O que está por trás da nona alta anual consecutiva do varejo brasileiro?

Em fevereiro de 2026, o mercado financeiro brasileiro foi surpreendido por um dado aparentemente positivo: as vendas no comércio registraram a nona alta anual consecutiva em 2025, segundo dados preliminares divulgados pelo IBGE e reportados pelo InfoMoney. No entanto, analistas apontam que o crescimento perdeu fôlego nos últimos meses, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade da recuperação econômica.

Para investidores, a pergunta crucial é: essa desaceleração é um sinal de alerta ou apenas uma correção natural após anos de expansão?

Neste artigo, vamos:

  • Analisar os números do comércio em 2025 e o que eles revelam sobre a economia brasileira;
  • Comparar as projeções do Banco Mundial, Ministério da Fazenda e mercado financeiro;
  • Explorar como essa tendência impacta setores como bancos, varejo e fundos imobiliários;
  • Discutir estratégias de investimento em um cenário de crescimento moderado.

**O comércio em 2025: crescimento com ressalvas**

De acordo com dados do IBGE, as vendas no varejo brasileiro encerraram 2025 com alta acumulada de X%, marcando o nono ano consecutivo de expansão. No entanto, o ritmo de crescimento desacelerou nos últimos trimestres, especialmente nos segmentos de bens duráveis e materiais de construção, que registraram quedas pontuais.

**Fatores que impulsionaram o comércio em 2025**

  1. Expansão do crédito: Bancos como PicPay Bank e instituições tradicionais ampliaram a oferta de crédito pessoal e consignado, impulsionando o consumo.
  2. Programas sociais: O aumento real do salário mínimo e a manutenção de benefícios como o Bolsa Família sustentaram o poder de compra das classes C e D.
  3. Inflação controlada: O IPCA fechou 2025 em 3,4%, dentro da meta do Banco Central, reduzindo a pressão sobre os preços.
  4. Dólar fraco: A valorização do real frente ao dólar barateou importações, beneficiando setores como eletrônicos e vestuário.

**Sinais de alerta: por que a desaceleração preocupa?**

Apesar dos números positivos, há indicadores que acendem um sinal amarelo para investidores:

  • Queda no consumo de bens duráveis: Itens como automóveis e eletrodomésticos registraram retração no último trimestre de 2025, sugerindo cautela do consumidor.
  • Endividamento das famílias: Segundo o Banco Central, o endividamento das famílias brasileiras atingiu 50% da renda acumulada em 12 meses, um patamar considerado elevado.
  • Provisões dos bancos: Instituições financeiras, como reportado pelo Valor Econômico, aumentaram suas provisões para devedores duvidosos no início de 2026, sinalizando maior risco de inadimplência.
  • Revisão do PIB: A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda reduziu a projeção de crescimento do PIB de 2026 de 2,4% para 2,3%, enquanto o Banco Mundial manteve sua estimativa em 2,2%, ambas abaixo das expectativas iniciais.

**Projeções econômicas: quem está certo?**

O mercado financeiro brasileiro vive um momento de divergência entre instituições. Enquanto o Banco Mundial mantém uma visão mais otimista, o Ministério da Fazenda e o mercado local adotam um tom mais cauteloso.

**Comparativo das projeções para 2026**

Instituição PIB 2026 IPCA 2026
Banco Mundial 2,2% 3,5%
Ministério da Fazenda 2,3% 3,6%
Mercado (Boletim Focus) 2,1% 3,7%
Banco Central 2,0% 3,5%
  • Fonte:* Banco Mundial, Ministério da Fazenda, BCB (Boletim Focus)

**O que explica as diferenças?**

  1. Banco Mundial: A instituição considera fatores externos favoráveis, como a recuperação global e o fluxo de investimentos estrangeiros no Brasil, além da estabilidade política pós-eleições de 2026.
  2. Ministério da Fazenda: A revisão para baixo reflete preocupações com a desaceleração do comércio, o aumento das provisões bancárias e a incerteza fiscal em meio a discussões sobre reformas tributárias.
  3. Mercado financeiro: Analistas locais estão mais pessimistas devido ao endividamento das famílias, à pressão inflacionária residual e à cautela dos bancos em conceder crédito.

**Impacto nos investimentos: o que fazer em um cenário de crescimento moderado?**

Diante de um cenário de crescimento econômico abaixo do esperado, investidores precisam ajustar suas estratégias para proteger e potencializar seus portfólios. Veja como diferentes ativos podem ser afetados:

**1. Ações brasileiras: foco em resiliência e dividendos**

  • Setores defensivos: Empresas de utilidades públicas (energia, saneamento) e saúde tendem a performar melhor em cenários de desaceleração, pois oferecem serviços essenciais.
  • Dividendos: Ações com alto dividend yield, como as de bancos (Itaú, Bradesco) e fundos imobiliários (FIIs), podem ser atrativas para investidores que buscam renda passiva.
  • Varejo: Empresas com modelos de negócios resilientes, como Magazine Luiza (MGLU3) e Via (VIIA3), podem se beneficiar da recuperação gradual do consumo, mas exigem análise criteriosa.

**2. Fundos Imobiliários (FIIs): cautela com a vacância**

  • FIIs de tijolo: Fundos que investem em galpões logísticos e lajes corporativas podem sofrer com o aumento da vacância, especialmente em regiões com excesso de oferta.
  • FIIs de papel: Fundos que investem em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) podem ser uma alternativa, pois oferecem menor exposição ao risco de vacância.
  • Dica: Analistas recomendam priorizar FIIs com contratos atrelados ao IPCA ou IGP-M, que oferecem proteção contra a inflação.

**3. Renda Fixa: juros em queda e oportunidades**

  • Tesouro Direto: Títulos indexados ao IPCA (NTN-B) continuam sendo uma boa opção para proteger o poder de compra em um cenário de inflação controlada, mas em patamares mais altos.
  • CDBs e LCIs: Com a Selic em trajetória de queda, investidores devem buscar prazos mais longos para garantir taxas atrativas.
  • Debêntures: Empresas com baixo endividamento e fluxo de caixa estável podem oferecer oportunidades em debêntures com remuneração acima da média do mercado.

**4. Macroeconomia: dólar, inflação e política monetária**

  • Dólar: A moeda americana deve seguir volátil, influenciada pelo fluxo global de capitais e pela política monetária do Fed. Investidores devem monitorar a taxa de câmbio para proteger seus investimentos em ativos dolarizados.
  • Inflação: Apesar de controlada, a pressão nos preços de serviços pode manter o IPCA acima do centro da meta (3,0%), limitando cortes mais agressivos na Selic.
  • Política monetária: O Banco Central deve manter uma postura cautelosa, com cortes graduais na taxa básica de juros para evitar surpresas inflacionárias.

**Conclusão: como navegar em um cenário de crescimento moderado?**

A nona alta consecutiva das vendas no comércio em 2025 é um sinal de que a economia brasileira ainda não entrou em recessão, mas a desaceleração do ritmo de crescimento exige atenção redobrada dos investidores. Em um cenário de PIB em 2,2% a 2,4% e inflação ao redor de 3,6%, a palavra-chave é resiliência.

**Checklist para investidores em 2026**

Diversifique: Combine ativos de renda fixa, variável e alternativos para reduzir riscos.
Foque em qualidade: Priorize empresas com balanços sólidos, baixo endividamento e fluxo de caixa estável.
Acompanhe os indicadores: Monitore dados como vendas no varejo, IPCA, PIB e taxa de desemprego para ajustar sua estratégia.
Proteja-se da inflação: Invista em ativos indexados ao IPCA ou com remuneração real positiva.
Mantenha liquidez: Tenha uma reserva de emergência para aproveitar oportunidades ou cobrir imprevistos.


**Próximos passos: como se preparar para 2026?**

O mercado financeiro brasileiro vive um momento de transição, com desafios e oportunidades. Para se manter atualizado e tomar decisões embasadas, acompanhe análises exclusivas e ferramentas de investimento inteligente.

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**Fontes consultadas**


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  • Este conteúdo é meramente informativo e educacional, não constituindo recomendação de compra ou venda de ativos. Decisões de investimento devem ser tomadas com base em análise própria ou com auxílio de profissionais certificados.*

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