Cortes na Selic: o que gestores revelam sobre o timing e os riscos

6 de fevereiro de 2026
Por Time InvestindoAI

O início dos cortes na taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, é um dos temas mais debatidos entre gestores de fundos no Brasil. Enquanto o mercado precifica um ciclo de afrouxamento monetário, analista...

RESUMO EM 60S

O início dos cortes na taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, é um dos temas mais debatidos entre gestores de fundos no Brasil. Enquanto o mercado precifica um ciclo de afrouxamento monetário, analistas divergem sobre o timing ideal e os riscos associados — desde a inflação persistente até a volatilidade global. Este artigo explora as leituras de grandes players, como XP e Citi, e o que investidores podem aprender com essas análises para ajustar suas estratégias em renda fixa, ações e FIIs. Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento.


Introdução

O Banco Central do Brasil (BCB) encerrou 2025 com a Selic estacionada em 15%, um patamar que refletia a cautela diante da inflação resiliente e das incertezas fiscais. Agora, em fevereiro de 2026, o mercado começa a precificar o início de um ciclo de cortes, mas as divergências entre gestores são evidentes. Enquanto alguns defendem um afrouxamento mais agressivo, outros alertam para riscos como a desaceleração da indústria e a pressão cambial. O que essas leituras revelam sobre os próximos passos da política monetária — e como investidores podem se posicionar?

Segundo dados recentes do BCB, as operações de swap cambial registraram ganhos expressivos em janeiro, um sinal de que a autoridade monetária está atenta à volatilidade do dólar. No entanto, o prejuízo com a administração das reservas internacionais acende um alerta: a gestão dos riscos externos será crucial para o ritmo dos cortes. Fontes: Banco Central do Brasil (BCB), InfoMoney (2026-02-05).


O consenso frágil: por que gestores divergem sobre o timing

A visão otimista: XP e Citi apostam em cortes antecipados

A XP Investimentos revisou suas projeções para o PIB brasileiro em 2026, elevando a estimativa de crescimento para 2,3% — um sinal de confiança na recuperação econômica. Paralelamente, reduziu a projeção para a inflação, o que reforça a tese de que o BCB poderia iniciar os cortes já no primeiro semestre. Mas há um detalhe crucial: a XP destaca que a inflação de serviços, um dos principais focos de atenção do BCB, ainda mostra resistência.

O Citi, por sua vez, vai além e projeta o Brasil como o país com o maior corte de juros entre as economias emergentes em 2026. A justificativa? A combinação de uma inflação em trajetória de queda e um cenário fiscal mais controlado, com o governo sinalizando compromisso com as metas de déficit. Fontes: InfoMoney (2026-02-05), Exame (2026-02-05).

A visão cautelosa: riscos que o mercado pode estar subestimando

Nem todos os gestores compartilham do otimismo. Alguns alertam para três riscos principais:

  1. Inflação de serviços: Apesar da queda nos índices gerais, a inflação de serviços — que inclui itens como educação, saúde e aluguel — segue pressionada. Isso pode levar o BCB a adotar um ritmo mais gradual de cortes.

  2. Desaceleração da indústria: Dados recentes mostram uma retração mais profunda do setor industrial no início de 2026, o que pode limitar o espaço para afrouxamento monetário. Fonte: InfoMoney (2026-02-04).

  3. Volatilidade global: O cenário internacional, marcado por incertezas geopolíticas e ajustes nas políticas monetárias dos EUA e Europa, pode forçar o BCB a ser mais conservador. A recente perda nas reservas internacionais é um lembrete de que os riscos externos não podem ser ignorados.


O que os cortes na Selic significam para os investidores

Renda fixa: a janela de oportunidade

Com a expectativa de queda dos juros, os títulos prefixados e os atrelados à inflação (NTN-B) ganham destaque. Mas há um porém: se os cortes forem mais lentos do que o esperado, os títulos pós-fixados (como o Tesouro Selic) ainda podem ser uma opção segura para quem busca liquidez e proteção contra a volatilidade.

  • Títulos prefixados: Ideais para quem acredita em um ciclo de cortes mais acelerado. No entanto, exigem atenção ao prazo, já que a marcação a mercado pode gerar perdas temporárias se os juros subirem.
  • Títulos atrelados à inflação: Protegem contra a inflação residual, mas dependem da trajetória dos índices de preços. Se a inflação de serviços persistir, esses papéis podem performar melhor do que os prefixados.

Dica: Na plataforma InvestAI, você pode comparar a rentabilidade histórica de diferentes títulos e simular cenários de queda da Selic.

Ações: setores que podem se beneficiar (e os que devem sofrer)

A queda dos juros tende a beneficiar setores mais sensíveis ao crédito, como:

  • Varejo: Empresas como Magazine Luiza (MGLU3) e Via (VIIA3) podem se recuperar com o aumento do consumo.
  • Construção civil: Ações como Cyrela (CYRE3) e MRV (MRVE3) tendem a reagir positivamente, já que o setor depende de financiamentos imobiliários.
  • Bancos: Instituições como Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) podem ver uma melhora nas margens de crédito, mas a queda dos juros também reduz a rentabilidade das operações de tesouraria.

Por outro lado, setores defensivos, como utilities (Energias do Brasil, EGIE3) e saúde (Hapvida, HAPV3), podem perder atratividade, já que seus dividendos se tornam menos competitivos em relação à renda fixa.

Insight: Ao analisar o P/L (Preço/Lucro) de ações como VALE3 ou PETR4, é importante comparar com o histórico do setor. Na InvestAI, você encontra essas métricas atualizadas em tempo real.

Fundos Imobiliários (FIIs): o efeito da queda dos juros

Os FIIs são historicamente beneficiados pela queda dos juros, já que o custo de captação das incorporadoras diminui e o rendimento dos papéis de renda fixa se torna menos atrativo. No entanto, o impacto varia conforme o tipo de fundo:

  • FIIs de tijolo (galpões logísticos, lajes corporativas): Podem se valorizar com a retomada da economia e a redução dos custos de financiamento.
  • FIIs de papel (CRIs, LCIs): Tendem a sofrer com a queda dos juros, já que seus rendimentos são atrelados a índices como o CDI.

Cuidado: Alguns FIIs de tijolo ainda enfrentam vacância elevada, especialmente em segmentos como shoppings e escritórios. Antes de investir, verifique o histórico de ocupação e a qualidade dos inquilinos. Na InvestAI, você acessa relatórios detalhados de FIIs, incluindo vacância e dividend yield.


O que o mercado pode estar ignorando

A armadilha da inflação de serviços

Enquanto o mercado celebra a queda da inflação geral, poucos gestores destacam a persistência da inflação de serviços. Segundo dados do IBGE, esse componente subiu 0,6% em janeiro de 2026, acima do esperado. Por que isso importa? Porque o BCB monitora de perto esse indicador, e uma inflação de serviços resiliente pode adiar os cortes ou torná-los mais graduais.

O papel das startups e do crédito privado

Com a queda dos juros, o crédito privado — incluindo debêntures e CRIs emitidos por startups e empresas de médio porte — pode ganhar espaço. No entanto, investidores devem estar atentos à qualidade dos emissores. Dica: Verifique se a empresa possui rating de crédito e histórico de pagamento. Na InvestAI, você encontra análises de risco de crédito para debêntures e CRIs.

A relação entre juros e câmbio

Um corte prematuro na Selic pode pressionar o real, especialmente se o Federal Reserve (Fed) mantiver os juros altos nos EUA. Isso teria dois efeitos:

  1. Aumento do custo de importações: Setores como varejo e indústria, que dependem de insumos importados, poderiam ver suas margens comprimidas.
  2. Pressão inflacionária: Um real mais fraco encarece produtos importados, o que pode reacender a inflação.

Fontes: Banco Central do Brasil (BCB), InfoMoney (2026-02-04).


Conclusão: como navegar nesse cenário

O início dos cortes na Selic é um momento crítico para investidores, mas também repleto de incertezas. Três lições emergem das leituras dos gestores:

  1. Diversifique: Não aposte todas as fichas em um único ativo ou setor. A combinação de renda fixa, ações e FIIs pode ajudar a mitigar riscos.
  2. Fique atento aos sinais: A inflação de serviços, o câmbio e os dados da indústria serão termômetros importantes para o ritmo dos cortes.
  3. Aproveite as ferramentas: Plataformas como a InvestAI oferecem análises em tempo real, simulações de cenários e relatórios detalhados para ajudar na tomada de decisão.

Por fim, lembre-se: o mercado precifica expectativas, não certezas. O que hoje parece um consenso pode mudar rapidamente — e os investidores mais preparados serão aqueles que souberem ler os sinais além dos números.


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Este conteúdo é meramente informativo e educacional, não constituindo recomendação de compra ou venda de ativos. Decisões de investimento devem ser tomadas com base em análise própria ou com auxílio de profissionais certificados.

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