CDBs batem R$ 2,8 tri em 2025: O que impulsiona a renda fixa no Brasil?

20 de janeiro de 2026
Por Time InvestAI

O estoque de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) na B3 atingiu R$ 2,8 trilhões em 2025, um crescimento de 13% em relação ao ano anterior. Esse avanço reflete a busca por segurança em um cenário d...

RESUMO EM 60S

O estoque de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) na B3 atingiu R$ 2,8 trilhões em 2025, um crescimento de 13% em relação ao ano anterior. Esse avanço reflete a busca por segurança em um cenário de juros elevados, desaceleração econômica e incertezas globais. Com o FMI reduzindo a projeção de crescimento do PIB brasileiro para 1,6% em 2026 e o IBC-Br mostrando sinais mistos de atividade, investidores têm migrado para ativos de menor risco. Neste artigo, exploramos os fatores por trás desse movimento, os riscos envolvidos e como posicionar sua carteira em renda fixa em 2026, usando dados da B3, BCB e FMI para embasar as análises. Acesse a InvestAI para simular cenários de alocação em CDBs com base nas taxas atuais.

Introdução

O mercado de renda fixa brasileiro vive um momento de consolidação. Em 2025, o estoque de CDBs na B3 ultrapassou a marca histórica de R$ 2,8 trilhões, um crescimento de 13% em relação a 2024. Esse movimento não é isolado: reflete uma combinação de fatores macroeconômicos, como a política monetária restritiva do Banco Central, a desaceleração da economia global e a busca por ativos de menor volatilidade em um cenário de incertezas. Com o FMI revisando para baixo a projeção de crescimento do PIB brasileiro para 2026 (1,6%) e o IBC-Br registrando alta de 0,7% em novembro de 2025, investidores têm priorizado segurança e liquidez. Mas o que explica esse avanço dos CDBs? E como aproveitar essa tendência sem abrir mão de rentabilidade?

O que são CDBs e por que eles dominam a renda fixa?

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são títulos emitidos por bancos para captar recursos. Funcionam como um empréstimo do investidor à instituição financeira, que paga juros em troca. Sua popularidade se deve a três pilares:

  • Segurança: Até R$ 250 mil por CPF e instituição, o investimento é garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que reduz significativamente o risco de perda.
  • Rentabilidade: Com a Selic em patamares elevados (ainda que em trajetória de queda), os CDBs oferecem taxas atrativas, especialmente os prefixados ou atrelados ao CDI.
  • Liquidez: Embora alguns CDBs tenham prazos longos, muitos permitem resgate antecipado, com ou sem perda de rentabilidade, dependendo das condições.

Em 2025, os CDBs representaram 62% do estoque total de renda fixa privada na B3, superando outros instrumentos como LCIs, LCAs e debêntures. Segundo dados da B3, o volume médio diário de negociações de CDBs no mercado secundário cresceu 18% em relação a 2024, sinalizando maior dinamismo no setor.

Fatores que impulsionaram o crescimento em 2025

Política monetária e juros elevados

A taxa Selic encerrou 2025 em 10,75% ao ano, após um ciclo de alta iniciado em 2022 para conter a inflação. Embora o Banco Central tenha sinalizado cortes graduais para 2026, o patamar ainda elevado mantém os CDBs como uma opção competitiva. Para se ter uma ideia, em janeiro de 2026, CDBs pós-fixados pagavam em média 105% do CDI, enquanto os prefixados ofereciam taxas de até 12% ao ano para prazos de 2 a 3 anos. Na InvestAI, você compara essas taxas em tempo real e identifica as melhores oportunidades do mercado.

Desaceleração econômica e aversão ao risco

O FMI reduziu a projeção de crescimento do PIB brasileiro para 1,6% em 2026, citando a política monetária restritiva e a desaceleração da demanda global como principais motivos (Fonte: FMI, janeiro de 2026). Esse cenário de menor crescimento econômico aumenta a aversão ao risco, levando investidores a migrarem de ativos mais voláteis, como ações e fundos imobiliários, para a renda fixa. O Ibovespa, por exemplo, registrou queda de 3,2% em 2025, enquanto os fundos de investimento em renda fixa (FIRFs) captaram R$ 120 bilhões no mesmo período (Fonte: ANBIMA).

Incertezas regulatórias e fiscais

Em 2025, o mercado acompanhou com atenção as discussões sobre a reforma tributária e as medidas do governo para conter o déficit fiscal. A tensão tarifária entre Brasil e EUA, mencionada em relatórios recentes (InfoMoney, janeiro de 2026), também contribuiu para a volatilidade nos mercados. Nesse contexto, os CDBs surgem como um porto seguro, especialmente para investidores conservadores ou aqueles que buscam diversificar suas carteiras.

Acesso facilitado e digitalização

A expansão das fintechs e plataformas de investimento democratizou o acesso aos CDBs. Em 2025, 42% das aplicações em CDBs foram realizadas por meio de plataformas digitais, segundo a B3. Além disso, a oferta de CDBs com valores mínimos reduzidos (a partir de R$ 100) atraiu uma nova leva de investidores, incluindo aqueles que antes se limitavam à poupança. A InvestAI oferece uma ferramenta de comparação de CDBs, permitindo que você encontre as melhores taxas e prazos de acordo com seu perfil.

Riscos e desafios dos CDBs em 2026

Apesar do crescimento, os CDBs não estão isentos de riscos. É fundamental que o investidor esteja atento a:

Risco de crédito

Embora o FGC garanta até R$ 250 mil por CPF e instituição, investimentos acima desse valor estão sujeitos ao risco de crédito do emissor. Em 2025, a quebra da Mercantil Financeira, que teve sua OPA aprovada pela CVM em janeiro de 2026 (Fonte: CVM), serviu como um lembrete da importância de diversificar entre emissores e monitorar a saúde financeira dos bancos. Na InvestAI, você acessa relatórios de rating das instituições emissoras e avalia o risco de crédito antes de investir.

Liquidez e prazos

CDBs com prazos longos (acima de 3 anos) podem oferecer taxas mais atrativas, mas também apresentam menor liquidez. Em caso de necessidade de resgate antecipado, o investidor pode enfrentar descontos ou até mesmo a impossibilidade de venda no mercado secundário. É essencial alinhar o prazo do investimento com seus objetivos financeiros.

Inflação e perda de poder de compra

Embora os CDBs pós-fixados (atrelados ao CDI) ofereçam proteção contra a inflação no curto prazo, os prefixados podem perder valor real se a inflação superar as expectativas. Em janeiro de 2026, o mercado reduziu levemente a expectativa para o IPCA de 2026, mas o cenário ainda é de incerteza (Fonte: Valor Econômico). A InvestAI permite simular o impacto da inflação em seus investimentos, ajudando você a tomar decisões mais informadas.

Como investir em CDBs em 2026: estratégias práticas

Para investidores conservadores

  • Priorize CDBs pós-fixados: Com a Selic ainda em patamares elevados, os CDBs atrelados ao CDI (100% ou mais) são uma opção segura e com boa rentabilidade. Busque taxas acima de 105% do CDI para prazos de até 2 anos.
  • Diversifique entre emissores: Mesmo com a garantia do FGC, é prudente distribuir seus investimentos entre diferentes bancos, especialmente se o valor total ultrapassar R$ 250 mil.
  • Atenção aos prazos: Para objetivos de curto prazo (até 1 ano), prefira CDBs com liquidez diária ou resgate em até 30 dias.

Para investidores moderados

  • Combine prefixados e pós-fixados: Aproveite as taxas atrativas dos CDBs prefixados (acima de 11% ao ano) para prazos de 2 a 3 anos, mas mantenha uma parcela da carteira em pós-fixados para proteger-se contra surpresas inflacionárias.
  • Explore CDBs de bancos médios: Instituições menores costumam oferecer taxas mais altas para captar recursos. Verifique o rating do banco e a saúde financeira antes de investir. A InvestAI disponibiliza uma lista atualizada dos CDBs mais rentáveis do mercado, incluindo emissores de médio porte.
  • Considere a tributação: CDBs têm incidência de Imposto de Renda (IR) regressivo, que varia de 22,5% (para prazos de até 180 dias) a 15% (para prazos acima de 720 dias). Planeje seus investimentos para otimizar a carga tributária.

Para investidores arrojados

  • Aproveite CDBs com prazos longos: Em um cenário de queda da Selic, CDBs prefixados com prazos de 3 a 5 anos podem oferecer ganhos expressivos. No entanto, esse tipo de investimento exige maior tolerância ao risco e um horizonte de longo prazo.
  • Invista em CDBs de bancos em expansão: Bancos digitais e fintechs em crescimento costumam emitir CDBs com taxas mais altas para financiar sua expansão. Avalie o potencial de crescimento da instituição e o risco envolvido.
  • Monitore o mercado secundário: Alguns CDBs podem ser negociados no mercado secundário antes do vencimento, permitindo que você aproveite oportunidades de compra ou venda com descontos ou prêmios.

Comparativo: CDBs vs. outros investimentos de renda fixa

Investimento Rentabilidade Média (2025) Liquidez Tributação (IR) Garantia
CDB Pós-fixado 105% do CDI Variável Regressiva (15-22,5%) FGC (até R$ 250k)
CDB Prefixado 11-12% a.a. Variável Regressiva (15-22,5%) FGC (até R$ 250k)
LCI/LCA 90-95% do CDI Variável Isento FGC (até R$ 250k)
Tesouro Direto IPCA + 5-6% a.a. Diária Regressiva (15-22,5%) Tesouro Nacional
Poupança 6-7% a.a. Diária Isento FGC (até R$ 250k)

Fonte: B3, ANBIMA e Banco Central (dados de 2025).

Como mostra a tabela, os CDBs oferecem uma combinação única de rentabilidade, segurança e flexibilidade. Embora as LCIs e LCAs sejam isentas de IR, suas taxas costumam ser menores. Já o Tesouro Direto oferece liquidez diária, mas está sujeito à marcação a mercado, o que pode gerar volatilidade em caso de resgate antecipado.

Perspectivas para 2026: o que esperar dos CDBs?

Queda da Selic e impacto nos CDBs

O Banco Central iniciou um ciclo de cortes na Selic em 2025, e a expectativa é que a taxa continue caindo em 2026, podendo encerrar o ano em 8,5% ao ano, segundo projeções do mercado (Fonte: Boletim Focus, janeiro de 2026). Essa queda tende a reduzir a atratividade dos CDBs pós-fixados, mas pode aumentar a demanda por CDBs prefixados de longo prazo, que travam taxas mais altas.

Competição com outros ativos

Com a desaceleração da economia e a redução dos juros, investidores podem voltar a buscar ativos de maior risco, como ações e fundos imobiliários. No entanto, a renda fixa deve continuar atraente para perfis conservadores e moderados, especialmente em um cenário de incertezas fiscais e geopolíticas. A InvestAI oferece uma ferramenta de alocação dinâmica, que ajusta sua carteira automaticamente com base nas mudanças do mercado.

Inovações no mercado de CDBs

Em 2026, espera-se um aumento na oferta de CDBs com cláusulas de descarbonização, alinhados às tendências ESG (Environmental, Social and Governance). Bancos como o Banco do Brasil e a Caixa já emitiram CDBs verdes em 2025, e a expectativa é que mais instituições sigam essa tendência. Além disso, plataformas digitais devem continuar inovando, com ofertas de CDBs com liquidez diária e taxas personalizadas.

Conclusão

O crescimento de 13% no estoque de CDBs em 2025, atingindo R$ 2,8 trilhões, é um reflexo da busca por segurança e rentabilidade em um cenário econômico desafiador. Com a Selic em trajetória de queda e o PIB crescendo abaixo do esperado, os CDBs se consolidam como uma opção versátil para investidores de todos os perfis. No entanto, é fundamental entender os riscos envolvidos, diversificar entre emissores e alinhar os prazos dos investimentos com seus objetivos financeiros.

Para 2026, a tendência é que os CDBs continuem desempenhando um papel central nas carteiras de renda fixa, especialmente com a possível emissão de títulos alinhados à descarbonização e outras pautas ESG. Acesse a InvestAI para simular sua alocação em CDBs e aproveitar as melhores oportunidades do mercado.

Por Time Invest.AI


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