Ações e setores para observar em 2026: O que analistas apontam na B3

22 de fevereiro de 2026
Por Time InvestindoAI

O que os dados revelam sobre o mercado brasileiro em 2026 O Índice de Atividade Econômica do Banco Central IBCBr encerrou 2025 com alta de 2,45%, apesar de um recuo de 0,18% em dezembro, segundo...

O que os dados revelam sobre o mercado brasileiro em 2026

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) encerrou 2025 com alta de 2,45%, apesar de um recuo de 0,18% em dezembro, segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil (BCB) em fevereiro de 2026. Esse resultado, combinado com a projeção de crescimento de 2,2% para o PIB brasileiro em 2025 (Monitor do PIB, Valor Econômico), sinaliza um cenário de recuperação gradual, mas com desafios persistentes. Para investidores, esses números são um termômetro importante: eles indicam quais setores podem se beneficiar do impulso econômico e quais ainda enfrentam ventos contrários.

Imagine um motorista dirigindo em uma estrada com trechos de asfalto liso e outros esburacados. Em 2026, o mercado brasileiro se assemelha a essa estrada: alguns setores avançam com mais fluidez, enquanto outros exigem cautela redobrada. A diferença está em identificar quais ações funcionam como um carro esportivo — ágil e adaptável — e quais são como um veículo pesado, lento para reagir às curvas do cenário macroeconômico.

Por que esses dados importam para sua carteira

O crescimento de 2,2% no PIB em 2025, embora modesto, é um sinal de que a economia brasileira está deixando para trás o período de estagnação observado nos anos anteriores. No entanto, o recuo do IBC-Br em dezembro reforça que a recuperação não é linear. Para investidores, isso significa que diversificação e seletividade continuam sendo palavras-chave em 2026.

Setores como infraestrutura, energia renovável e agronegócio têm sido apontados por analistas como potenciais beneficiários desse cenário. Por outro lado, segmentos mais sensíveis ao ciclo econômico, como varejo e construção civil, podem enfrentar maior volatilidade. A pergunta que fica é: como identificar quais ações estão bem posicionadas para surfar essa onda — e quais podem afundar com as marés baixas?

Setores em destaque: Onde os olhares dos analistas se voltam

1. Infraestrutura e concessões públicas

Com o governo federal mantendo o foco em obras de infraestrutura como parte da agenda de estímulo à economia, empresas ligadas a concessões públicas têm chamado a atenção. Segundo relatório da Bloomberg publicado em fevereiro de 2026, ações de companhias como Ecorodovias (ECOR3) e CCR (CCRO3) estão entre as mais mencionadas por analistas para o ano. O motivo? Contratos de longo prazo e receitas atreladas a índices de inflação, como o IPCA, que oferecem proteção contra a volatilidade cambial.

DICA: Para avaliar o potencial dessas empresas, investidores podem usar ferramentas como o Valuation do Investindoai, que permite comparar múltiplos de mercado (como P/L e EV/EBITDA) com benchmarks setoriais. Isso ajuda a identificar se uma ação está sub ou sobrevalorizada em relação ao seu histórico e aos pares.

2. Energia renovável: O vento a favor

O setor de energia renovável continua em expansão, impulsionado por metas ambientais e pela busca por fontes mais baratas e sustentáveis. Empresas como Omega Energia (OMGE3) e Auren (AURE3) têm se destacado, segundo análise da Asset Management XP, por seus projetos de eólica e solar em regiões com alto potencial de geração. Além disso, o setor se beneficia de linhas de financiamento com juros subsidiados, o que reduz o custo de capital das companhias.

ATENÇÃO: Embora o setor tenha um horizonte promissor, é importante monitorar riscos regulatórios e a capacidade de execução dos projetos. Atrasos em licenciamentos ambientais, por exemplo, podem impactar o cronograma de geração de receitas.

3. Agronegócio: Exportações em alta

O agronegócio segue como um dos pilares da economia brasileira, com destaque para empresas ligadas à exportação de commodities, como JBS (JBSS3) e BRF (BRFS3). Segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor respondeu por 49% das exportações brasileiras em 2025, com destaque para soja, carne bovina e frango. A demanda internacional, especialmente da China, deve continuar aquecida em 2026, o que favorece empresas com operações globais.

No entanto, investidores devem ficar atentos a fatores como variação cambial e condições climáticas. Uma seca prolongada, por exemplo, pode afetar a produção e pressionar os preços das commodities.

Setores para observar com cautela: Riscos no radar

1. Varejo: Consumo ainda em recuperação

O setor de varejo tem enfrentado desafios desde a pandemia, e 2026 não deve ser diferente. Embora o crescimento do PIB sugira uma melhora gradual no consumo das famílias, a alta da inadimplência e o endividamento das famílias ainda são pontos de atenção. Empresas como Via (VIIA3) e Magazine Luiza (MGLU3) têm apresentado resultados mistos, com recuperação lenta em algumas linhas de negócio e pressão nos lucros.

DICA: Para analisar ações do varejo, é fundamental acompanhar indicadores como margem EBITDA e nível de endividamento. O Screener do Investindoai permite filtrar empresas com base nesses critérios, facilitando a identificação de companhias com fundamentos mais sólidos.

2. Construção civil: Dependência do crédito

O setor de construção civil é altamente sensível às condições de crédito e à confiança do consumidor. Embora o governo tenha anunciado medidas para estimular o financiamento imobiliário, como a redução de juros em programas como o Minha Casa, Minha Vida, o setor ainda enfrenta desafios. Empresas como MRV (MRVE3) e Cyrela (CYRE3) têm apresentado volatilidade nos resultados, refletindo a cautela dos compradores.

Investidores devem monitorar indicadores como lançamentos de novos empreendimentos e vendas contratadas, além da taxa de juros de longo prazo (TJLP), que impacta diretamente o custo dos financiamentos.

3. Bancos: Margens sob pressão

O setor bancário tem sido impactado pela queda da Selic, que reduz as margens de lucro com operações de crédito. Embora bancos como Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) tenham diversificado suas receitas com serviços e seguros, a rentabilidade do setor como um todo tem sido pressionada. Além disso, o aumento da concorrência com fintechs e bancos digitais adiciona um novo desafio.

ATENÇÃO: A exposição a créditos de risco, como empréstimos pessoais e financiamentos de veículos, é um ponto crítico. Investidores devem acompanhar o índice de inadimplência e a provisão para devedores duvidosos (PDD) para avaliar a saúde financeira das instituições.

Ferramentas para navegar o mercado em 2026

Diante de um cenário tão dinâmico, contar com ferramentas que ajudem a filtrar oportunidades e mitigar riscos é essencial. Plataformas como o Investindoai oferecem recursos que facilitam a análise e a tomada de decisão:

  • Valuation: Compare múltiplos de mercado e projete cenários para ações e FIIs.
  • Screener: Filtre empresas com base em critérios fundamentais, como P/L, dívida líquida/EBITDA e margem líquida.
  • Comparador de Renda Fixa: Avalie opções de investimento em títulos públicos e privados, considerando prazos e rentabilidades.
  • Alertas de IA: Receba notificações em tempo real sobre movimentos relevantes no mercado, como mudanças na taxa Selic ou resultados trimestrais.

Riscos e nuances: O que pode dar errado

Embora o cenário para 2026 apresente oportunidades, é importante estar atento a riscos que podem alterar o rumo do mercado:

  1. Instabilidade política: Eventos como o Caso Master, que envolve depósitos bilionários em contas judiciais, podem gerar volatilidade e afetar a confiança dos investidores. A incerteza política tende a impactar ativos mais sensíveis, como o dólar e as ações de empresas estatais.

  2. Cenário externo: A economia global ainda enfrenta desafios, como a desaceleração da China e a política monetária dos Estados Unidos. Uma alta inesperada nos juros americanos, por exemplo, pode levar à fuga de capitais de mercados emergentes, como o Brasil.

  3. Inflação e juros: Embora a inflação tenha dado sinais de arrefecimento em 2025, um novo choque de preços — como uma alta nos combustíveis ou nos alimentos — poderia forçar o Banco Central a rever sua política de juros, impactando o custo do crédito e o consumo.

Como você está se preparando para 2026?

O mercado brasileiro em 2026 é um tabuleiro de xadrez: cada movimento exige estratégia e visão de longo prazo. Enquanto alguns setores oferecem oportunidades claras, outros demandam cautela redobrada. A pergunta que fica é: como você está usando dados e tecnologia para identificar as melhores jogadas no seu portfólio?

Plataformas como o Investindoai podem ser aliadas nesse processo, oferecendo insights baseados em inteligência artificial e ferramentas de análise avançada. Afinal, em um ano repleto de incertezas, informação de qualidade é o melhor ativo que um investidor pode ter.

Recursos para aprofundar sua análise

  • Leitura complementar: "O Investidor Inteligente", de Benjamin Graham — um clássico sobre análise fundamentalista.

  • Ferramenta: Valuation do Investindoai — para avaliar se uma ação está sub ou sobrevalorizada.

  • Dado em tempo real: IBC-Br e Monitor do PIB — acompanhe os indicadores econômicos no site do Banco Central e do FGV IBRE.

  • Por Investindoai*


🚀 Tome decisões inteligentes com o Investindoai

Para agir sobre essa análise com precisão cirúrgica, você precisa de dados em tempo real.

A plataforma Investindoai utiliza IA de ponta para varrer o mercado e encontrar padrões que humanos ignoram. Não opere no escuro enquanto os profissionais usam Inteligência Artificial.

👉 Acessar ferramentas de IA do Investindoai


Este conteúdo é meramente informativo e educacional, não constituindo recomendação de compra ou venda de ativos. Decisões de investimento devem ser tomadas com base em análise própria ou com auxílio de profissionais certificados.

Voltar para o blog